
Para a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), a manutenção de seus ativos (locomotivas, vagões e via permanente) é fundamental para uma operação segura e eficiente.
São oito oficinas de manutenção espalhadas pelo Brasil, incluindo a maior da América Latina, localizada em Divinópolis (MG), onde profissionais experientes trabalham periodicamente na revisão preventiva e na recuperação de locomotivas e vagões.
Além disso, mais de 1000 empregados, entre próprios e de empresas contratadas trabalham em toda a extensão da linha da FCA, cuidando da Via Permanente.
Conheça um pouco mais da manutenção da FCA:
A Via Permanente (VP) da FCA é composta pelos dormentes, trilhos, lastro, sublastro, fixações, obras de arte corrente e especiais, somando aproximadamente 8000 km em sete estados brasileiros mais Distrito Federal.
A manutenção da VP atualmente é realizada tanto por equipes próprias quanto por equipes contratadas, cumprindo um planejamento estabelecido de acordo com as características e solicitações impostas pelo tráfego de trens.
As inspeções com equipamento denominado “carro controle” permitem monitoramento periódico das condições geométricas da Via Permanente: o equipamento circula por todas as linhas da FCA, registrando e fornecendo relatórios para subsidiar as manutenções programadas.
As inspeções com equipamento de ultra-som permitem identificar defeitos internos nos trilhos, impossíveis de serem identificados por inspeção visual; equipes devidamente treinadas inspecionam periodicamente as linhas da FCA registrando e fornecendo relatórios para subsidiar as manutenções corretivas e programadas.
As inspeções rotineiras são efetuadas diariamente por empregados (rondas) devidamente treinados e equipados com um kit básico para medições, sinalização da via, comunicação e registro de anomalias. A inspeção é realizada percorrendo a linha a pé, conforme escala estabelecida.
Devido à ação das cargas originadas pelas rodas dos veículos ferroviários e das intempéries, a VP está sujeita a desgaste e deformações, sendo necessária a substituição periódica de componentes como dormentes, trilhos, fixações e lastro, bem como a correção das deformações de geometria. Por ano são substituídos cerca de 1 milhão de dormentes e 20 mil toneladas de trilhos. São utilizados atualmente dormentes de madeira de eucalipto e dormentes de concreto; os trilhos são adquiridos no mercado externo.
A correção da geometria é realizada por equipamentos ferroviários de grande porte que, operados por equipes próprias especializadas, corrigem as deformações horizontais e verticais da Via Permanente.
O material rodante é composto por mais de 10 mil vagões e aproximadamente 480 locomotivas na Ferrovia Centro-Atlântica. A manutenção é realizada de duas maneiras: preventivamente (com agendamento) e preditivamente (com monitoração constante).
Desde que assumiu a malha Centro-Leste em 1996, a FCA recuperou 66% da frota de locomotivas inativa recebida da RFFSA e fez aquisição de 108 novas locomotivas. Um investimento de mais de R$ 220 milhões até 2006.
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